Folha Política: Roger, do Ultraje a Rigor, responde a ataques de militantes petistas: ‘cretinos’; veja o vídeo

12 05 2014

Texto de Rodrigo Adriano Machado

Se tem uma coisa que militante não suporta é uma “maioria de Um”. Eles não conseguem entender, é demais para a cabeça do militante, que UM consiga pensar sem virar para o lado e pedir esclarecimento e permissão do partido – seja qual for. O militante é doutrinado para andar em bando, para gritar em coro, para desaparecer num mar disforme que é o êxtase animalístico da manada, da “boiada”, do rebanho. Quando um militante fala para mim: “faço tal coisa em nome do coletivo” eu nem discuto mais. Eu penso: Idiota! Estamos na pós-modernidade, ninguém inteligente te permite falar em seu nome. Eu não te permito falar no meu nome, ninguém fala em nome do coletivo porque ninguém conhece o coletivo. Ontem eu vi quando Roger se pronunciou – e também estava acompanhando no face pessoal do Roger os ataques que vinha recebendo. Era patético! Os militantes, como falei, não sabem nem como formular uma crítica, apenas repetem o que o partido manda. Para mim é o mesmo sentimento psicológico que deu origem ao pensamento totalitário, ao fascismo italiano e alemão. Não há diferença nenhuma. Quando Roger se pronunciou no show, eu gravei a reação dos militantes, eles não conseguiam parar de babar, cuspir, não conseguiam formular para eles mesmos uma contra resposta. Uns uivavam como cães raivosos, outros ainda chegaram ao absurdo de se atirar no chão! (Tivessem um bando, portassem bandeiras, teriam conseguido evitar – talvez- o choque cerebral que lhes causou o ocorrido. Mas ficaram desprotegidos – como sempre ficam quando são separados da manada!). Como disse, eles não conseguem entender, não conseguem conceber que UM possa ter uma OPINIÃO, porque foram doutrinados religiosamente a ter opinião de Rebanho, de Massa. Acho que vi ontem algo que já vinha “entrevendo”. A militância é uma massa lobotomizada e violenta, pessoas que deveriam por obrigação da nova maneira de se organizar socialmente pensar com a própria cabeça – mas não podem, mas não conseguem. São confusos, eles procuram garantias no “NÚMERO” e não no “Conteúdo”.
Infelizmente a militância tenta pensar de uma maneira que retrocede na história (não num sentido de PROGRESSO mas num sentido CULTURAL – do que foi construído intelectualmente) e esse é seu drama, essa é sua fratura exposta! Agora eu estou observando – porque é evidente – os militantes em silêncio no ciberespaço. Observo eles tentando se reagrupar para tentar entender o que foi que o Roger (Vocalista da banda Ultraje a rigor) disse – singularmente eles não conseguem dar uma resposta; precisam da posição do partido para depois se pronunciarem. Seja qual for a resposta que a turba produzir, de uma coisa tenho certeza: Será uma resposta para o rebanho todo! – e sendo uma resposta única para o rebanho todo, é fácil de ser vencida por qualquer indivíduo. Foi essa potência que o vocalista do Ultraje desencadeou ontem. A “Maioria de Um” – da qual tanto falou Thoreau. Um só, quando levanta a voz para falar usando a si mesmo como autoridade supera qualquer coletivo que pensa que pensa ser “mais certo” porque tem maior número ao seu lado. Nas palavras de Deleuze: “O consenso não produz conceito”. Isso a filosofia sempre soube. Não é o conceito o que a militância cria – e apenas o conceito produz entendimento-; é, no máximo, um bando de gente sem opinião nenhuma, adotando a opinião que alguém confeccionou em nome “do coletivo”.

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